Insanidades

Considero que o título já diga alguma coisa

terça-feira, agosto 31, 2010

Fim

Postado por Cacau |



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João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
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Por que os bonzinhos querem o final feliz? Por que anseiam tanto por isso? 
Hello é o fim, sacou? É só isso, acabou, não tem mais jeito, e boa sorte não adianta Wanessa da Mata, já era, GAME OVER.

A busca pelo final felizes para sempre é tão intensa que não nos damos conta do que rola no aqui e agora. Claro que o Drumond fez toda uma poesia e uma história rimada e bonitinha pra explicar a mesma coisa, afinal ele é o Carlinhos e eu só sou alguém que reclama e tenta [sem sucesso] produzir sarcasmo.
Todos eles buscavam seu final feliz ao lado do amor, até a Lili assanhada queria um final bacana e terminou sendo a mulher do Pinto que apareceu do nada. 

Mas ninguém sabe se ela amava o Senhor Pinto e se ela era feliz com ele. Quanto aos outros, nenhum terminou a história ao lado do ser amado mas talvez seus finais tenham sido mais felizes do que o de Lili, que se casou e vai saber se o Pinto tinha mau-hálito, se roncava ou ainda, já imaginaram que o Pinto era broxa?

A todos os que pensavam Lili sortuda, revejam que João pode ter encontrado seu final feliz em uma praia da Califórnia e Teresa pode ter tido uma paixonite barata pelo Mundinho [raimundo], mas descobriu sua vocação e casou-se com Jesus [que também não tinha entrado na história]. Raimundo pode ter levado a vida adoidado e ter sido feliz mesmo com o pé na bunda da Dona Maria, que de tão chata ninguém quis 'se ajuntar'. O Joaquim talvez tenha cometido suicídio por seu pai ter cortado sua mesada ao descobrir que ele trocava telefonemas ardentes com a fogosa e encalhada Maria. 

O Carlinhos não deu o amor a  ninguém mas concedeu a todos seus finais felizes, por isso eu não quero o final, eu quero o enredo inteiro.

caca's




quinta-feira, agosto 26, 2010

Muito prazer, meu nome é AMOR

Postado por Cacau |

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Sim senhores, senhoras, senhoritas, cavalheiros, mal educados e indecisos. Não é somente uma frase de comunidades do orkut ou o desfecho de um dos poemas de Drumond [somos íntimos, não reclamem], porque eu verdadeiramente tenho amor em meu nome. E não foi uma coisa bonitinha que mamãe viu em algum filme europeu, não, é nome de família mesmo.
O chato é que sempre perguntam : é de verdade mesmo? Não anencéfalo, é um bibelô que eu tiro e boto quando quero. E eu ainda tenho mostrar o RG com a minha lindíssima foto sem quaisquer recursos de photoshop [tenso].
Mas o motivo do post não é a total falta de noção do meu nome, mas sim que uma  música. de Zé Ramalho me fez pensar. Um dos trechos diz: quem tem amor na vida, tem sorte.
E quem tem amor no nome Zé, tem o quê?
Eu mesma respondo: AZAR. Sim isso mesmo, azar. Parece uma praga, uma maldição; mas quem carrega esse bendito sentimento no nome não consegue se encontrar com o (s) amor (es) e quando o encontra não se é plenamente feliz com ele.
Não que eu tenha desistido, mas se um dia eu tiver filhos, concerteza não passarei essa maldição para eles.

Se bem que até que fica bonitinho no nome da criança e se parar para pensar, um montão de gente por aí não tem amor no nome e nem encontra seus amores.

cacau


terça-feira, agosto 24, 2010

Lalah

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Primeira pessoa que falou comigo na faculdade, cheia de trecos coloridos no cabelo e um riso fácil e confortável. Me chamou pra ir comprar coca-cola e eu fui. Depois sentou do meu lado e fizemos crachás pra aula, e depois eu não sei porque eu fui com a cara dela. Começamos a sentar juntas no fundo da sala, ela com seu jeito espevitado e engraçado e meigo e depois começamos a passar os intervalos juntas e a fazermos trabalhos no mesmo grupo. Passar o tempo falando merdas com ela se tornou um hábito e depois até o mesmo pinto [da camisa] a gente tem [assim como a Leila também].
 Daí a gente passou a ir de ônibus juntas e ela me deixa na porta de casa, ui [mentira, é que eu desço primeiro que ela]. Fazer técnicas de observação com ela, Leila e Joice é concerteza a melhor matéria e apelidar os caras com nomes de comida é impagável.  Ela vai pro cinema comigo nas segundas, e ela é carinhosa e me xinga e me bate e manda eu prestar atenção na aula. Me fez passar vergonha no corredor e vai ter troco. Quem diz que é preciso sentar na frente para aprender tudo? Sentando no fundo com elas eu aprendo muito mais do que se imagina.
Ela senta na escada comigo, me chama de Caca's e mente dizendo que sou linda, me dá lingua e fica vesga e me enche o saco todas as noites. Mas tudo seria tão mais chato sem ela, que só por isso ela merece os típicos parabéns e não somente por ser aniversário dela.
Obrigada por 1 ano e meio de existência para mim, não tenho do que reclamar [só que você não mora, se esconde]. Agora a caçulinha da turma já pode entrar no motel com identidade original.
Por isso nêga linda, eu só tenho a desejar as melhores coisas e os caras mais gatos pra você. [que Rodrigo não leia isso]. Um abraço bem gostoso e muito Chambinho sempre!
E amanhã? Não tem aula mãe!
Porquê?
Porque é aniversário de Larissa mãe, precisa de mais motivos?! Não né!

cacau

sábado, agosto 21, 2010

Humor

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Li que o sarcasmo é a arma dos fracos e já escutei que o sarcasmo é recheado de maldade desnecessária e de pessoas amarguradas. Eis que me pergunto o que seria da minha vida sem o sarcasmo? 
Justo ele que desnuda a alma humana, que nos faz dar boas risadas e é uma ótima arma para escrever textos. Meu companheiro nas longas noites na faculdade, um terceiro braço ao me retirar das ciladas mais estapafúrdias. Para mim, és mais que isso, és um humor requintado.
Sim, porque afinal não é qualquer um que usa de bom tom o sarcasmo e são poucos os afortunados que o entendem e divertem-se às custas dos risos amarelos e mentes em conflito. Apesar de causar risos, essa não é a intenção do sarcasmo, e sim demonstrar a opinião sincera de quem o diz. Para muitos uma forma de ferir a sensibilidade alheia, para mim " o último refúgio dos modestos e virtuosos quando a privacidade das suas almas é invadida vulgar e intrusivamente".

cacau

sexta-feira, agosto 20, 2010

Você

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Eu tanto fiz, tanto tentei que acabei por conseguir.Sim, finalmente me vicie completamente em você. Não consigo mais acordar e não sentir seu cheirinho bom perto de mim, aquele seu calor que é tão seu e nada no mundo consegue imitar. Minha dependência por ti cresce a cada dia e eu já não sei o que farei se um dia você me deixar aqui, sozinha e sem seu sabor.
Ah teu sabor, você corteja minha boca aos poucos e chega de mansinho para só depois se derramar gostoso dentro de mim. Seu gosto em minha boca és doce e por vezes meio amargo, é sempre forte e denso, é sempre seu e não há como confundir com qualquer outro. E como já diz há muito tempo Paula Toller: os outros são os outros.
Me pergunto como vivi tanto tempo sem ti, pois sempre esteve por perto e por diversas vezes te provei e te abandonei. Mas você foi paciente e soube esperar a sua vez, e quando chegou o seu momento você veio, e veio para ficar, e não ser algo somente passageiro como foi antes.
Por isso que hoje, feliz por ser viciada em você eu penso feliz da vida: Deus, obrigada por ter criado o café.

cacau

quarta-feira, agosto 18, 2010

GATO FÉLIX

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Ah me lembro como todos os fins de tarde eu ía para a frente da TV toda empolgada e mudava pra record para assistir esse gato malandro e carismático. Era como ver um filme de Chaplin, não necessitava o mínimo ruído para me fazer rir. E por mais que repetissem seus episódios eu não cansava de me jogar no sofá e passar minutos esquecida do mundo.
É exatamente do Gato Félix que necessito, das suas surpresas e suas histórias mirabolantes que prendiam toda a minha atenção nos fins de tarde. Alguém que me faça bem só por estar aqui, claro que não é o mesmo aqui que os amigos ocupam, e também não é o mesmo aqui que outros ocuparam.
Pernalonga, Corrida Maluca e Wally Gator tinham seus aqui pela manhã e aos sábados, mas o Gato Félix era o dono dos meus sorrisos de fim de tarde. E é justamente do que preciso, alguém que construa o seu aqui dentro de mim, que me faça sentir necessidade de ter esse aqui preenchido.

cacau

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Um abraço seu e sei que tudo está bem.

segunda-feira, agosto 09, 2010

eu

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Sabe a garota de passos confiantes, da fala serena, do balanço sensual, do cabelo arrumado e do jeito meigo?A menina das boas maneiras, dos vastos idiomas, dos poemas doces e do sorriso casto?

Desculpe meu caro, mas bateu à porta errada, pois eu sou aquela da calça que arrasta, que assiste aulas de chinelo, que gosta da boa música e discute futebol. Sou aquela que se entrega aos vícios, mas não se rende ao cara. Que diz palavras duras, das gargalhadas mais estrondosas, dos medos mais simplórios, da mente mais leviana. Muito prazer, deixo aberta a porta da minha mente e de meu coração, vamos faça a bagunça que se é esperada. Não se assuste se eu criticar sua roupa e me vestir de jeans e camiseta enquanto você está em cima de 15cm, completamente maquiada. 

Não se queime no ácido dos meus sarcásticos comentários, mas se por acaso eu lhe sorrir com ironia, só estou lhe dizendo algo simples: Convença-me

segunda-feira, agosto 09, 2010

Selo

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Ganhei o Selo de Ouro da Suzy, do blog Rock n' Roll, Tequíla, Café e Literatura , que é um lugar que eu adoro visitar.
As regras são: indicar três ou mais blogs ao selo.








Postado por Cacau |

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Gostaria de saber quando o significado das palavras e principalmente dos sentimentos se perderam pelo meio do caminho. Ficaria grata se alguém me explicasse porque é tão mais importante parecer um pavão querendo chamar a atenção, do que mostrar o que se é. Por que falar alto e mostrar-se tão eclético e liberal, é levado mais em consideração do que demonstrar sua verdadeira opinião.
Pois então eu sou velha, ultrapassada e chata, mas não vou me montar sobre algo que não sou e nunca fui. Tenho saudade daqueles dias em que tudo era tão mais simples, os sorrisos eram sinceros, e não se olhava da cabeça aos pés, tentando inutilmente intimidar.
O que me consola, é que assim como eu, eles tem tanto que aprender.

[foto dos meus pés, nos dias de sábado em que eu morava na unit]

cacau

quarta-feira, agosto 04, 2010

passado...

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Não é somente porque tudo já estava certo, a decisão não estava em nossas mãos, e a rotina era previamente conhecida e estendida, que eu sinto tanta falta desses dias.
Quem faz a minha saudade são as pessoas que eu conversava todos os dias, que eu sabia os dias que costumavam faltar, sabia quando estavam chateados ou felizes. Era uma rotina que compunha minha vida e me fazia ser quem era.
Agora algumas delas eu não vejo mais, outras ainda vejo com frequência. Muito poucas permanecem as amizades, mas a saudade é grande. Hoje somente lembranças e fotografias não permitem que o tempo e o egoísmo, apaguem as pessoas e tudo que elas foram.

foto: 2º ano E - colégio amadeus

cacau

domingo, agosto 01, 2010

Preocupação

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Há quem mereça e há quem achamos que merecem, a diferença é o que cada um significa para nós. Não só focando se o outro é certinho ou a rainha da confusão, isso são só referenciais. A verdadeira preocupação [para mim] é querer saber se ela parou de roer as unhas porque tem aquela festa que ela quer tanto ir e quer estar com as unhas lindas, ou então, se preocupar com aquele amigo que brigou com alguém que gosta e ficou  cabisbaixo.
Se preocupar se as pessoas estão bem e também em fazer os outros estarem bem, é uma coisa que amigos fazem sem ao menos notar, torna-se algo natural e não somente uma obrigação do relacionamento. Por isso quando brigamos com alguém, nos preocupamos com o que a pessoa pensa sobre nós, se vamos voltar a nos falar, se tudo será como antes.
Mas há também aquelas que nos preocupamos desse modo, mas que com o passar do tempo e das ações elas simplesmente perdem toda aquela importância. Você se cansa de toda a situação, percebe que não vale a pena todo aquele desgaste se não sente que o que recebe de volta e verdadeiro.
Falsidade de minha parte? Não estou sendo apenas sincera. Insensibilidade? Pode ser, eu só acho que seja preocupação comigo mesma.
Viram a cara de preocupado do Orlando na caixa de cereais? A minha está igualzinha pra certas pessoas e o que elas fazem. E o que mais incomoda é saber que elas acham que são importantes. Vai saber o que a falta do que fazer não faz com a mente humana.

cacau

quinta-feira, julho 29, 2010

Senso

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Acho digno o total senso de foda-se para consigo mesmo. É uma das maiores e melhores formas de desapego humano que eu já presenciei, e é a melhor forma de não se irritar com pequenas coisas e assim você não perde seu tempo. Sobra mais tempo para fazer o que quiser sem importa-se com a opinião alheia e sem contar que aquelas paranóias típicas desaparecem. No mínimo você sente-se viva e percebe quem realmente vale a pena manter ao seu lado, e nota a enorme quantidade de pessoas totalmente dispensáveis que existem ao seu redor. 
Se não aceitam como você se mostra no real, como pode chamar de amigos? Como pode supor que vão estar lá quando você precisa ou somente estar?
Por isso digo e repito, é uma dádiva esse senso e você percebe quem realmente é importante. VOCÊ, isso você é quem realmente importa.

cacau

Música de hoje: Faça valer - RUB 

sábado, julho 24, 2010

Homens

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Se jogar no google a palavra mulher e pesquisar sobre textos sobre nós, os resultados serão milhares de páginas. Se fizer o mesmo com relação aos homens, a margem de resultados caí bruscamente, não se encontra com facilidade sonetos a respeito dos homens, no qual os mesmos são endeusados como ocorre com as mulheres. Até onde li, o texto que consegue se aproximar é O homem e A mulher de Victor Hugo, e mesmo assim ao seu final há a predileção pelo sexo feminino.
Homens cometem erros mas vamos esclarecer: mulheres também erram. São humanos no fim das contas e sendo a metade da laranja, cópias de Adão e Eva ou qualquer coisa parecida; eles são pessoas independente do sexo. Reclamamos sempre dos homens, mas por vezes esperamos que nos mimem e não reconhecemos a mesma importância que eles têm em nossas vidas.
Se não fosse por um homem você não estaria aqui porque não teria ninguém para produzir o espermatozóide que você foi. Cavalheiros ou não eles sempre nos ajudam, seja ao carregar a bolsa mais pesada ou então esmurram a cara de outro porque fez você chorar, inventaram o sutiã e o tiram com mais habilidade que nós, mulheres.
Nos fazem rir serenas somente com seus sorrisos de meninos malandros, nos irritam com suas falhas constantes e pensamentos machistas. Mas espere, eles também devem sofrer com nossas manias irritantes, suportam a TPM e pensamentos feministas. Não há como definir um pensamento errôneo sendo somente da classe masculina, se por vezes eu faço o mesmo e vejo outras garotas o fazendo,e o pior, não o admitindo.
Como não se encantar com Jhonny Deep em Piratas do Caribe com seu jeito canalha e engraçado? E ao mesmo tempo fugir dele em Janela secreta ? Orlando Bloom tem toda essa carinha de bom moço e que dá vontade de carregar pra casa e terminar de criar, mas quem garante que já não aprontou das suas?
Homens possuem grandes defeitos e mulheres a mesma coisa. Por que sempre haver uma opinião negativa acerca deles? Por que não haver a valorização necessária da classe masculina, como há da feminina?

E só para não esquecermos, as mais belas descrições sobre nós mulheres saíram das mentes e bocas de homens. Pois as mulheres que me perdoem, mas os homens são fundamentais.

cacau

quinta-feira, julho 22, 2010

tempo

Postado por Cacau |


Um carro acabou de passar na avenida e dele saía uma música um tanto brega, mas que me leva de volta ao 2º ano do colégio onde o celular de um amigo toca com essa mesma música, e todos começam a cantar; valendo ressaltar que era uma sala de mais de cinquenta alunos.
Eu me sinto velha e nem cheguei na casa dos 20 ainda, por lembrar disso que me parece tão recente e notar que foi há quatro anos atrás. E sim, ainda sou imatura e não tenho certeza nem sobre o que eu não quero e muito menos daquilo que quero. Eu cresci e amadureci [talvez] e isso aconteceu sem eu me dar conta, eu parei de roer as unhas e agora elas estão pintadas com um vermelho vivo, eu odiava vinho e simplesmente a taça está vazia agora, o troco de alguma coisa não é mais para comprar balas ou gibis e sim para a saída no meio da semana ou a xerox de alguma apostila.
Antes eu tentava [muitas vezes sem sucesso] prestar atenção nas aulas e quando o santo ajudava conseguia estudar em casa e não somente fingir que fazia, hoje eu só entro na sala na hora da presença a depender da matéria e independente de qual matéria seja, eu tenho que passar madrugadas lendo seus textos mirabolantes.
Não estou pintando o cabelo com a frequência de trinta dias como antes, os esmaltes duram quase uma semana se comparar que antes, durava menos de quatro horas em minhas unhas.
É eu cresci mas não estou lá muito satisfeita com isso, quem sabe até posso aceitar e conviver já que não tem nada a se fazer. Eu não quero crescer e sei que vocês vão pensar 'mas que idiota, todo mundo cresce e amadurece querendo, ou não'. Mas nem por isso estou feliz com essa sentença. Eu fui e sou feliz com cada fase que eu fui, com cada máscara que coloquei, com cada figurino que vesti.
Os arranhões constantes e as quedas diárias estão fazendo mais falta do que imaginava, problemas de física e geometria me parecem tão apetitosos diante dos problemas atuais. Sinto falta hoje do tempo em que minha única preocupação era: que curso escolher no vestibular. Porque quando esse monstro-do-armário nos deixa, outros piores estão por vir.

cacau

domingo, julho 18, 2010

Postado por Cacau |

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Não tenho a mais melódica das vozes, mas até que não desafino nas músicas de mil novecentos e bolinha. Estou disposta a aprender violão e acho simplesmente divino quem toca piano. Admiro a beleza e simplicidade das consagradas melodias de Chopin e Beethoven e me comovo com suas histórias pessoais. No entanto aprecio as notas que se pode tirar com uma simples gaita num posto de gasolina a caminho de uma cidade qualquer, as frases acrescentadas nos refrões de uma antiga balada na voz de um hippie no fundo do ônibus quando voltava da escola ou retardar minha volta para casa, e apreciar um fim de tarde no centro comercial da cidade, em pé e cansada vendo e ouvindo uma dupla local cantar seus mais famosos sucessos.
Já me disseram que tenho cara de roqueira, de 'regueira' e alguns só para me irritar de 'pagodeira'. Mas o que dizer se vou sem problemas a bailes de funk, adoro ouvir Martinho da Vila, Djavan está na lista dos melhores de minha lista, é impossível não cantar com Chiclete, Adoniran Barbosa e Demônios da Garoa fizeram parte da minha infância, sou louca pra ir num show de Armandinho, Cazuza e Raul são poetas vivos mesmo depois de mortos, Skank é concerteza minha melhor banda e o toque do meu celular é Party In The U.S.A. da Miley Cirus. E então eu tenho cara de quê agora?
Uma mistura de ritmos, sons, cantores, bandas, nomes. Mas todos eles traduzem a paz que encontro na música e o amor que por ela eu tenho. Posso não ter nenhum talento musical mas não consigo imaginar minha vida sem a música. Além de libertadora, encantadora, poética, ela me traduz, me contagia e me acalma.Faz com que eu pense com mais clareza ou com que eu esqueça tudo. Sou sua mera admiradora e sua refém cativa. Zé Ramalho faz parte de meus clássicos, 3 Doors Down é a banda autora de minha música predileta [Let Me Go], Genival Lacerda me encanta com suas músicas ambíguas e não há banda que me faça pular mais Naurêa.
A música em si é assim, nada pode definir o que ela é ou para onde vai. Pode-se prever quais bandas farão sucesso daqui há um mês ou menos, ou então quais as músicas estarão em disparada nas rádios pelo mundo afora. Aí é que está toda a sua magia escondida, em suas notas musicais melódicas ou não só dependem de quem ouve. Se é jazz, eletrônica, chorinho ou um bom samba de raiz, ou então em um bar qualquer ao som de Clavado En Un Bar , ou cantando a plenos pulmões em seu quarto A Dios Le Pido .
É essa lição que a música me deixa, não importa à qual tribo eu venha a pertencer ou qual título que vão me colocar. Enquanto eu continuar a apreciar ao meu modo tudo que ouço e aprecio, a mágica da música vai continuar viva dentro de mim.

cacau

quinta-feira, julho 15, 2010

Acabou-se o que era douce

Postado por Cacau |

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Ontem eu jurei que não iria mais escrever sobre ele aqui, tomei um belo tombo e a tristeza emanava de uma forma que até meu cachorro que é um endemoniado ficou quieto no meu colo enquanto eu assistia TV. Mas quando eu disse aqui mesmo que se desse certo ou não, eu já era grata a ele por fazer meu gelado coração derreter e bater de novo; agora sinto que fui sincera quando escrevi aquilo. Ontem eu fiquei meio 'feito um cãozinho sem dono', sabe aquela música irritante da globo? [hoje é um novo dia, de um novo tempo...] Seria a música que define como estou hoje. A sensação de leveza, descompromisso é ótima. Deixar o botão do foda-se ligado e sem se preocupar em olhar para trás, não tem preço. Eu amei passar um tempo com uma paixão de menina por algumas semanas, me rendeu alguns bons textos, recebi conselhos que antes saíam da minha boca, me deixei levar por sonhos de uma adolescente de Sessão da Tarde. E o que ganhei com isso? Um novo coração e por mais boba que foi essa fase... 'Mãe eu cresci!'
Agora voltarei àquela minha velha rebeldia, que ficou tão caladinha lá no canto dela e nem sequer opinou ou disse que eu iria me dar mal no fim das contas. Por isso eu gosto da minha rebeldia, ela não olha pra mim com ar superior e solta aquela odiosa frase 'Eu te avisei que...'
Quanto ao doce e o salgado eu resolvi que talvez eu tenha por preferência algo mais, digamos, apimentado! É impagável a sensação de ter meu coração de volta, inteiro e saltitante. A sensação de liberdade é revigorante. Que venha o cardápio do dia.

cacau

quarta-feira, julho 14, 2010

Bobos da corte

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Para o progresso da sociedade é necessário a criação e manutenção das hierarquias. Acho válido, mesmo não concordando com sua existência e as desafiando sempre que posso; contraditório porém não menos verdadeiro. Como uma aluna apaixonada por literatura e em especial por história, acho que conheço algumas passagens históricas sobre monarquias, revoluções, democracias e 'democracias'. Ontem mesmo estava assistindo um documentário na TV sobre a Revolução Francesa, infelizmente só consegui assistir os dez minutos finais em que se falava sobre Robespierre e sua queda, e junto com ela a extinção do Terror e uma pausa nas guilhotinas francesas.
Hoje me deparo com um e-mail sobre decisões tomadas a respeito do meu curso acadêmico, claro que certos pontos apontados por uma colega são avessos a minha própria opinião mas a base de seu manifesto é do meu total acordo. Felizmente ou não a situação citada não foi vivenciada e/ou presenciada por mim ainda, sim ainda porque medida alguma foi tomada. Ou melhor, o que foi feito pela instituição ainda que correto em partes, não condiz com uma justificativa plausível, aceitável, correta e justa.
Vocês podem imaginar que estou sendo estúpida por reclamar de algo que não me afetou, retorno a dizer que não me afetou ainda. Todavia, também fui vítima da arrogância, prepotência, grosseria, descaso e ausência de sentido pedagógico que os mesmos que reclamaram por agora. E agora se perguntam o que tem o título e a passagem sobre a revolução com a ações tão erroneamente praticadas. Irei lhes responder.
A revolução francesa ainda é vista como viva e ativa por muitos em pleno século XXI, seus ideais foram a base de quedas de monarquias européias, foi o incentivo principal para a independência dos EUA e seu vasto assunto é o carrasco de alunos.
Robespierre foi morto pela mesma arma que criou para impulsionar a revolução, foi vítima de seu próprio Terror. E me questiono até onde ele iria se não o tivessem parado, a relação que pode ser feita é simples: ele e milhares ao longo dos séculos perderam suas vidas por defenderem três ideais [ liberdade, igualdade, fraternidade ]. Vivenciamos um sistema democrático, todavia para alguns a Autocracia onde apenas a vontade de um único ser, reina perante a opinião de sua maioria , é o modelo usado em suas vidas.
Sinto-me como uma Boba da Corte autocrática, onde eu estupidamente acreditava que os conceitos tão arduamente pregados por diversos professores, e escritos durante séculos a fio por filósofos, cientistas, advogados, psicólogos, poetas e outros mais; fossem levados em consideração e utilizados para a formação de decisões justas. Que o conceito de ética tão aclamado por alguns se desfaça como 'massa de manobra' nas mãos de uns poucos que possuem o poder. Que boba eu fui.
O poder de decisão continua nas mãos de uns poucos, que julgam-se superiores a qualquer outro que discorde de suas ações. A voz de alunos é silenciada com ameaças veladas e silenciosas, o sentimento de indignação e impunidade torna-se revoltante. 
A fantasia de Bobos da Corte está cada vez mais pesada e difícil de carregar e Deus, que saudades de Robespierre e seu Terror. Ele era meio lunático no fim de seus dias, mas vamos lembrar que no fundo ele era gente boa.

Cláudia Mendonça Amor Guimarães [cacau]

terça-feira, julho 13, 2010

Mais uma vez

Postado por Cacau |

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 Vou chegar mais cedo do que de costume, vou sentar em um dos bancos fofos toda esparramada e relaxada. Meus fones estarão nos ouvidos e um bom livro na mão, em um capítulo qualquer porque mais nada tem importância até eu achar seus olhos. Você vai estar sentado numa das mesas sozinho como de costume, lendo algum livro ou usando o notebook. Com a postura totalmente relaxada, fixado em seu próprio mundo se torna a imagem mais esplêndida da tarde até que levanta o olhar não sei porquê e vasculha todo o ambiente. Por vezes me encontra te olhando, já outras sou mais rápida e tiro o olhar antes que perceba.
Sua cara de convencimento e seu sorriso presunçoso em nada afetaram a beleza que vejo em você, e ao contrário disso acrescentou um toque a mais no charme que já nasceu contigo. Seu olhar sério, seu ar mal-humorado, sua cara de curiosidade ao me ver gargalhar com os amigos em alto e bom som, e até a sua insuportável presunção; só fazem com que me encante ainda mais.
Isso soa bobo e apaixonado e até onde sei você odeia essas coisas piegas, mas deixe estar porque é tão bom e tão perfeito assim quando se está tudo idealizado. Se torna perfeito, até que o sinal da primeira aula toca, eu recolho minha pequena bagunça e jogo dentro da mochila, guardo os fones e respiro fundo. Vou passar ao seu lado mas simplesmente finjo que não o vejo, é mais fácil pra mim. Tenho medo do que posso encontrar, sendo a resposta negativa ou não. Quem sabe agora não tomo coragem e te presenteio com um sorriso? Mas o medo de tudo mudar e acabar com esse conto é maior, por isso abaixo a cabeça e mais uma vez me xingo por isso.
Amanhã? Repetimos o mesmo ritual mesmo sem você sequer saber.

cacau

sábado, julho 10, 2010

Ficar concerteza ...

Postado por Cacau |



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"Enquanto você
Se esforça pra ser
Um sujeito normal
E fazer tudo igual..."
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"Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez..."
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"E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
É tão fácil seguir
Por não ter onde ir..."
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Enquanto muitos escrevem sobre o poeta rebelde Cazuza, Raul toca sem parar no quarto. Eu sempre girei ao inverso de tudo: suco de maracujá me dava insônia, mesmo apanhando eu respondia a todos, quando menor não tinha medo de velhinhos, nunca tive essa de só andar com as meninas, não... Eu gostava mesmo era da bagunça de andar com os caras.
Só que tudo isso, que algumas amigas intitulam como rebeldia me causa mais que meros arranhões. Por causa do gênio forte, de dar a cara a tapa por quem amo, de cair e seguir tropeçando pelo caminho que acredito... Continuo a pagar pelo egoísmo de um, que já foi a pessoa que mais admirei, até que meu castelo de areia se desmanchou. É duro sair de uma decepção assim, mesmo você se parecendo muito com o outro, é uma luta diária consigo mesmo para não cometer os mesmos erros que tanto magoaram e decepcionaram.
Mesmo com toda a mágoa, eu seria hipócrita dizer que não machuca o desprezo, a simples falta de consideração e de atenção. Não receber um simples telefonema perguntando se tá tudo bem, e ver que "seu lugar" no centro das atenções foi ocupado por outros que nunca o amaram.
Dói pagar tão caro por lutar pelo que se acredita e ainda assim o outro, achar que está com a mais perfeita razão. Dói amar alguém com o direito incondicional e mais natural e verdadeiro possível, e receber nada mais que o desprezo. E tudo isso porque apontou seus erros para que não houvesse a quebra. Mas ela veio e pelo que sinto jamais vai cicatrizar.
Hoje não haverá ironias, críticas, sarcasmos ou humor. Só a dor de olhar pra trás e constatar que quem tanto amava, morreu aos seus olhos e sentir-se uma tola por ainda se importar!

cacau


quinta-feira, julho 08, 2010

Uma...

Postado por Cacau |

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... pausa para um café, ou melhor um chá como eu prefiro. Reclamar que as coisas não estão dando certo e pôr a culpa em alguém 'alivia' o nosso lado, descarregamos as frustrações em outros e achamos que está tudo bem. É, não está. O problema real está em você, admitindo ou não ele vai continuar ali e vai gerar mais dor de cabeça no futuro. E essa cabeça, é a sua!
Encarar seus próprios demônios não é fácil e muito menos indolor, mas faz necessário para que cada um no mínimo amadureça e se aceite. Possa ser verdadeiro não só com os outros, mas acima de tudo consigo. A autenticidade não provém de palavras ou ditados ou ações externas, mas consiste principalmente na sua mente, sem que se faça necessário expor o que outros esperam que você diga ou escreva.
As pausas são necessárias e seus cafés geralmente são amargos, mas nada que algumas colheres de açúcar ou gotas de adoçante não ajudem. Todavia, só é válido se o grão do café não estiver podre por dentro.

cacau

terça-feira, julho 06, 2010

Diálogo de namorados

Postado por Cacau |

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Ele: Quer namorar comigo?
Ela: Sim, quero. Mas antes quero dizer algumas regrinhas. Tudo bem pra você?-ela se preocupa porque ele ensaia uma careta, mas depois dá um sorriso meio desconcertado e acena a cabeça, indicando para ela continuar.
Ela: Ok! Bem não vou ligar pra saber onde você está no sábado a noite. Não tenha medo que pegue seu celular para verificar suas mensagens e muito menos vou exigir a senha do seu msn/orkut. Relaxe, não vou implicar porque você saiu no domingo a tarde com seus amigos, ou então porque não me ligou durante a semana. Se na próxima sexta você preferir ficar em casa do que ir ao cinema comigo, não precisa ficar com a consciência pesada. Meus sentimentos por você não irão diminuir ou mudar. Afinal eu gosto de você e ponto. Ah, só mais uma coisa. Não irei cobrar satisfações suas. E tudo que eu falei antes é válido pra mim também, não irei admitir que você faça o contrário comigo e com a gente. E então?
Ele: Olha, pensando bem. Está muito cedo para gente namorar não acha? - e saí coçando a cabeça, chutando o que houver no caminho. 
E daí a garota pensa, eu dei toda a liberdade a ele, a nós. E ele simplesmente disse que não está pronto, que não está maduro para só curtir a gente, sem toda aquela pressão que colocam no namoro. Afinal para ela relacionamentos eram vínculos e não correntes que quer queiram, quer não, terminavam por aprisionar os pombinhos. Ela ofereceu uma nova forma de se amarem,em que seriam um só mas também seriam dois dentro do um. E ele simplesmente não quis. E pensou no quanto os caras diziam que queriam liberdade no namoro, e quantas garotas não se sentiam sufocadas com seus relacionamentos. E se perguntou se algum dia o seu tipo de relacionamento poderia dar certo.
 Porque sempre ouviu que garotas são complicadas, mas são os homens que deveriam vir com manuais!

cacau

terça-feira, julho 06, 2010

Timidez

Postado por Cacau |



Toda vez que te olho
Crio um romance

Te persigo, mudo
todos instantes
Falo pouco pois
não
sou de dar indiretas

Me arrependo do que digo
em frases incertas
Se eu tento ser direto, o medo me ataca
sem poder nada fazer
Sei que tento me vencer e acabar com a mudez
Quando eu chego perto, tudo esqueço
e não tenho vez
Me consolo, foi errado o momento, talvez
Mas na verdade,
nada esconde essa minha timidez
Eu carrego comigo a grande agonia
De pensar em você, toda hora do dia

Eu carrego comigo, a grande agonia
Na verdade nada esconde essa minha timidez
Na verdade nada esconde essa minha timidez
Talvez escreva um poema
No qual grite o seu nome
Nem sei se vale a pena
Talvez só telefone

Eu me ensaio, mas nada sai
O seu rosto me distrai

E, como um raio,
eu encubro , eu disfarço
eu camuflo, eu desfaço
Eu respiro bem fundo
Hoje digo pro mundo
Mudei rosto e imagem
Mas você me sorriu
Lá se foi minha coragem
Você me inibiu
Depois do que biquíni cantou, acho que não preciso dizer mais nada para você! Quem sabe você leia e entenda, ou talvez só ache 'bonitinho' e 'romântico' e passe adiante. Ou talvez nem leia, e me pergunto porque diabos eu continuo a escrever com essa esperança.
cacau

domingo, julho 04, 2010

Fantasias de criança

Postado por Cacau |

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Nunca gostei de brincar com muitas crianças e muito menos de repartir meus brinquedos. Sim sempre fui egoísta com muito orgulho, e não é agora que vou pagar de pudica. Daí quando eu estava de bom humor [e minha mãe e as mães alheias agradeciam muito] eu entrava nas brincadeiras das meninas, mesmo que o que eu mais queria era estar brincando com os moleques. Na hora de inventar a história da brincadeira era outro calvário interior porque eu sempre achava as minhas histórias mais interessantes, mas como eu não era a queridinha e nem babava ovo, as pequenas poderosas eram as autoras. 
Então eram escolhidos as personagens e ninguém queria ficar com a bruxinha. Sempre sobrava pra mim, e eu adorava. Porque eu ficava lá na minha preparando poções mágicas, jogando feitiços, e o melhor: poderia inventar minhas próprias histórias sem a interferência das meninas chatas e boazinhas. Que sempre queriam ser a princesa, a fada, a sub-fada, a duende, mas sempre imitando a Fada Bela [Angélica que me perdoe, mas que decadência hein colega?!].
Elas sempre saíam correndo quando eu aprontava alguma e dizia que foram os poderes da bruxinha,coitadas hoje elas continuam a acreditar em contos da caroxinha. Dessa vez contados por seus namorados ou por suas falsas amigas. Outro ponto que eu tinha a meu favor é que elas sempre escolhiam as bonecas loiras e muito branquelas que sempre ficavam velhas e feias logo, e as bonecas que eu não transformava em réplica de Chuck, o boneco assassino; eram realmente lindas. Então, eu no auge da maldade infantil dizia mais ou menos assim 'ao menos minha bruxinha é linda, e suas princesas nunca serão, vão ser sempre feias, gatas borralheiras'. Nem preciso dizer que isso era motivo mais do que suficiente para elas chorarem e suas mães me olharem de cara feia.
Cresci, mas continuo preferindo à bruxa. Se ela não gosta de alguém ela diz, demonstra, evita. Se alguém que ela não gosta se dá mal, ela não faz de ohh que pena, ao contrário, ela gargalha e pede bis. Ela pode ser malvada? Acho que se classifica mais como incompreendida. Mas acima de tudo, a bruxa sempre é autêntica. Nunca se faz de boazinha e puritana, para depois se mostrar uma verdadeira cobra. Não, ela dá sua cara a tapa de início. Por isso que até hoje, se houvesse uma fantasia que pudesse ser real, eu queria ser como as bruxinhas que eu era quando menor.

cacau



sábado, julho 03, 2010

Copa

Postado por Cacau |

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Podem atirar pedras, mas não torci para o Brasil. Sinceramente só torci mesmo em 2002, e mais por causa de Felipão, da união do grupo que era palpável até mesmo pela tela da TV. Na copa de 94 eu tinha somente três anos e não me lembro de nada, a de 98 eu já tinha sete e xinguei os franceses pelos poucos palavrões que já sabia, e não gostava de Dunga desde essa época. Na de 2002 não, fui contra Romário ser convocado, me acordei diversas vezes de madrugada, matei aula, perdi provas e trabalhos. Na de 2006 torci mais uma vez pela Família Scolari, que dessa vez era portuguesa.
Quando soube que Dunga iria assumir, duvidei e achei que era piada. Porque fala sério, se ele já não tinha comando de grupo como capitão do time, quiçá como técnico.
Já na de 2010 meu coração se dividiu em três: pela Espanha, pelo Uruguai e por Portugal por ainda haver um certo carinho pelo grupo de quatro anos atrás.
Sobre a seleção não tenho muitas críticas a fazer, já que o mundo falou desde ontem por mim. Porém quero deixar claro meras observações. A mim, pouca importância tem se quem estava à frente do time era: o Soneca, o Dunga, ou o Mestre; ou até mesmo as 23 Brancas de Neve que ele convocou, com suas raras exceções é claro. O que eu vi nessa seleção de mais uma Era Dunga foi uma falta de brilho, uma falta de paixão, de raça, de suor, e a verdade crua? FALTA DE VERGONHA NA CARA. Afinal, se você é convocado sendo o queridinho ou não da torcida e/ou da imprensa, o seu papel é ir a campo e mostrar que realmente valeu a pena outros darem a cara a tapa. Vimos isso em 2002, Romário não foi, Ronaldinho se consagrou quando emissoras, comentaristas, médicos, amigos e outros jogadores afirmavam o fim de sua carreira. E para finalizar, Vampeta deu cambalhotas em Brasília! O brilho do futebol brasileiro está se apagando, e jogadores e clubes pouco estão se importando com isso, o que é uma lástima.
Com relação ao resto da Copa só tenho a dizer que: a Itália vive glórias de copas passadas [o mesmo ocorre com o Brasil] e teve dignidade ao admitir isso, não com as mesmas palavras. A Holanda veio com a habilidade de deslanchar de "uma hora para outra", quando menos se espera. Do Uruguai, destaco a raça, a paixão e confiança cega de sua nação. Da Espanha, a habilidade de comandar o jogo e ter o poder de decisão, com um futebol de alta qualidade. Da Alemanha vejo aquele futebol moleque que dá uma saudade de ver mais vezes. E tudo isso eu pude observar em seleções brasileiras de outros tempos!
Da seleção brasileira atual eu pude notar o destempero da Argentina e claro, o maior de todos eles: a arrogância da França.
Portanto o que encerrou mais uma Era Dunga, não foi uma simples maçã dada por uma Madrasta malvada holandesa, e sim uma laranja envenenada. Que deixou seus jogadores Sonecas, seus torcedores Zangados e o Hexa adormecido, no sono mais profundo da Branca de Neve.

cacau

quinta-feira, julho 01, 2010

Porto [FAJUTO] Seguro

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É lindo sentir o amor cego e incondicional [nem tanto] de Bentinho por Capitu, afinal quando jovens inocentes [só um pouco] ela era sua musa, seu amor de menino, sua esperança de não se tornar padre como era o desejo de sua carola e carente mãe. E Capitu sentia por ele, bem eu confesso que não sei, nunca entendi o que aquela desmiolada sentia ao certo, só sei que eu sempre simpatizei com ela. Para Bentinho ela era seu porto seguro, e sabemos bem no que deu, ao menor [é, eu sinceramente não creio que ela o traíu com o finado Escobar] sinal de que seu filho poderia ser de seu melhor amigo; seu mundo desmorona e ele se fecha à tudo, inclusive a ele mesmo.
Ouvir a homérica história de amor e ardente paixão entre Paris e Helena que motivou a guerra de Tróia e sua  destruição, rendeu bons cifrões para Brad Pitty, Orlando Bloom e demais elenco. Mas como eu sou uma criança má vos direi: Tróia foi invadida porque era um reino próspero e possuía recursos que interessavam aos domínios gregos [se não me falha a memória]. Portanto nada de sangue derramado porque Menelau levou vários chifres e quis defender a sua honra e de sua esposa de beleza inatingível e divina. É, a guerra teve motivos muito mais sólidos, corriqueiros e nem um pouco épicos.
Já escrevi demais e não falei o primordial. achar que um cara irá ser meu porto seguro, a razão dos meus dias e que sem ele a música Tudo azul, todo mundo nú do Lulu Santos não vai fazer sentido no meu mp3? 
Nem fo-den-do!

cacau

quarta-feira, junho 30, 2010

Selos

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Ganhei esse selo da Lary [http://dreamgirlsteen.wordpress.com/]. Fiquei muito feliz e também surpresa. Mais uma vez obrigada. Irei repassar para alguns blogs:
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http://umaromanoar.blogspot.com/
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http://elistavares.blogspot.com/
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http://senhoritasdondocas.blogspot.com/
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Recebi também mais duas indicações do Prêmio Dardos e do Sunshine Award. Ambos da Lívia Suassuna [http://sentimentosepensamentos-liviasuassuna.blogspot.com/] e da Laaly Lanza [http://heyitslarissasene.blogspot.com/].

Regras básicas:

Prêmio Dardos:
  1. Colocar a imagem do selo em seu blog.
  2. Pôr o link do blog que te indicou.
  3. Indicar 10,15 ou 30 blogs ao prêmio.
  4. Comentar nos blogs indicados sobre a postagem e sua indicação.
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Prêmio Sunshine Award:
  1. Pôr o link do blog que te indicou.
  2. Falar das regras [vide Prêmio Dardos].
  3. Indicar os próximos blogs ganhadores.
Os blogs que indico:
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terça-feira, junho 29, 2010

Zeen

Postado por Cacau |

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Ah, nada mais relaxante pra mim do que isso em uma boa varanda, boa música e alguns [não muitos] amigos. As horas passam e a gente nem sente, quer dizer sente, mas isso pouco importa. Tá todo mundo ali de boas, curtindo o momento e daí 'virar a noite' é a coisa mais fácil do mundo.
Quem sabe um pouco de mim, saca que não suporto cerveja. Nem bafo, nem cheiro, nem cor, no máximo as propagandas realmente criativas. A única que bebo ainda é a Heineken, e mesmo assim só depois de já estar alegre de vinho e/ou vodka. Mas hoje eu queria isso, uma varanda, um violão, boa música, risadas, xingamentos a vontade, sacanagens a rodo, quem sabe até um, dois, três, quatro ou mais LA. 
Só queria sentir as horas passarem, a conversa fluir e apenas sentir. Porque com tudo isso e com uma cota considerável de álcool, eu não penso, eu simplesmente sinto.

cacau

Ps: ao anônimo (a) do primeiro comentário só tenho a recomendar uma boa aula de interpretação porque talvez seja isso que falte, afinal não disse que sinto somente com a presença do álcool. e afinal porque estou te dando explicações mesmo? ah é verdade, é que mesmo sóbria eu me sinto na obrigação de sentir pena das falhas de interpretação de alguns!

segunda-feira, junho 28, 2010

thanks...

Postado por Cacau |

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Muito obrigada a você... Que suportou meu péssimo humor durante as manhãs do colégio. Cuidou de mim quando tive crises de enxaqueca, me ensinou física minutos antes da prova, me emprestou bons livros, me deu sua coleção de gibis. A você que me passava na hora da aula as músicas com as melhores batidas e os melhores clips, me deixava apertar sua barriga. Obrigada a você que me emprestava seu casaco quentinho e enorme para que eu dormisse durante as aulas de química inorgânica no terceiro ano. Obrigada a você que sempre faz provas comigo, e obrigada por não brigar comigo quando nos fudemos e perdemos a matéria. Obrigada por ter me carregado em sua cacunda quando eu era menor. Obrigada por se preocupar comigo. Obrigada também pelo "beijo tia" pelo telefone, pelas vezes que derramou lágrimas comigo. Agradeço por não me acordar cantando parabéns pra você no dia dezessete, por ter me ensinado valores, por ceder sempre um espaço em sua cama. Por me mandar mensagens de madrugada no dia dos namorados. Por me aguentar na TPM, por suportar minhas mordidas, por me derrubar da cadeira, por me girar na cadeira. Por terem me infernizado nos últimos quatro anos de colégio. Por ter sido volta e meia minha dupla no vôlei, por ter me elogiado quando eu nunca esperava mais que mera camaradagem sua. Obrigada por ter me ensinado que beijo com gelatina de tutti-frutti pode ser bom, a jogar vinte e um, por suas lambidas e latidos quando eu chego em casa. Por ter me ensinado a gostar de futebol, por sempre ir comigo ao dentista, por babar pelos caras mais impossíveis comigo. Obrigada pelas boas conversas até de madrugada pelo msn, obrigada pela amizade presente, ausente, cotidiana ou a distância. Por me incentivar a escrever coisas sérias e também sacanagens. Obrigada por me ouvir diversas vezes reclamar de como aquela garota é chata e o quanto acha que minha vida gira em torno dela, concordar comigo e reafirmar tudo o que digo. Obrigada pelas noites que me alegram, por não me deixarem desistir. Pelas caretas no meio das palestras, pelas tardes de conversas bobas e lições importantes.
Obrigada por tudo, pelas broncas dadas, pela vista grossa, pelo carinho, pelas vezes que entendeu a minha ausência. Pela paciência ao me suportar e às besteiras que digo. Pelo meu gênio, obrigada pelos abraços, e até pelos xingamentos. Por me deixar arrotar em sua cara, por tomar banho de chuva comigo, pelas vezes que me faz ficar de vela. Por ter ficado de porre comigo, cantado comigo, ter rido de mim. Por me deixar tirar sarro de você, pelos filmes, pelas idas ao shopping.
Agradeço a amizade, a companhia e também a ausência.
Obrigada a ninguém em especial, e a todos que a mim são especiais.

cacau
E obrigada também a quem lê aqui!!!

sábado, junho 26, 2010

Desilusões infantis

Postado por Cacau |

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Até hoje carrego em minhas lembranças e em meu corpo, marcas do que aprontei quando menor e "pequenos pagamentos" por eu ser tão descordenada e desastrada.
Estudei até a 1ª série do ensino fundamental [nomenclatura antiga] em um colégio de um amigo de meus pais, que por sinal já é falecido e seu bom colégio, falido. Meu único irmão, onze anos mais velho, também estudava. Tinha por volta dos seus dezesseis anos quando aconteceu a minha primeira paixão.
Estava eu lá a brincar correndo no pátio do colégio, quando mais uma vez caio no chão com força. Ralando queixo, mãos, joelhos e me deixando com uma dor nos últimos imensa, já que os "ossos" também sofreram com a pancada da queda.
Meu adorável irmão, já conhecendo minha fama nem se importou e meu deu um riso debochado. Foi então que apareceu ele, que seria minha primeira paixão. O príncipe dos meus sonhos de menina. Ele era um pouco mais baixo que meu irmão [que é por assim dizer um varapau], pele branquinha, leitosa, cabelo liso cortado em formato de tigela [mas vale ressaltar, que nele ficava encantador] e meio galego.Olhos castanhos e um sorriso tão bondoso e lindo. Me ajudou a levantar e me levou nos braços até a secretaria do colégio, onde Tia Rose com seus um metro e cinquenta e cinco e um batom rosa esfuziante balançou a cabeça por me ver pela terceira vez naquela semana toda machucada. A chata da Rose o mandou pra sala aos berros, dizendo que ele não tinha mais o que fazer alí. Ele se foi rindo, não sem antes passar seus dedos macios por minha bochecha e beijar a outra, mandando eu ter cuidado.
Aos cinco anos, merthiolate ardia pra burro... E quem disse que eu senti alguma coisa ou prestei atenção no restante das aulas? Somente meu anjo galego estava em meus pensamentos e meus suspiros.
Na hora de ir embora lá estava meu endiabrado irmão, rindo às minhas custas do meu estado lastimável. Quando estávamos na metade do caminho, eis que meu anjo nos acompanha, me faz mais um dengo e caminha conosco segurando minha mão. Depois desse dia, tenho raras e borradas lembranças dele. Quando perguntei a meu irmão, ele disse que ele mudou de colégio, de cidade, de estado. Não importa, minha primeira paixão tinha se ido, e até hoje fico sem saber qual era seu nome.

cacau

sexta-feira, junho 25, 2010

Exagero

Postado por Cacau |

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Eis aqueles que conseguem chegar ao extremo do exagero de seus vícios, são aqueles mesmos que conseguem tornar-se brilhantes quando dedicados às artes.
Biografias, filmes, lendas ou antigos documentários não me deixam mentir ou quem sabe exagerar. Os sonetos mais encantadores, os quadros mais místicos, os contos mais tocantes foram todos escritos no ápice do fim do poço.
Simples seres humanos que quando canalizavam todo o seu talento de comum acordo com o exagero dos seus vícios, produziam obras que lhes engrandeciam e camuflavam sua pútrida história. Do nível mais baixo da escória da sociedade, saíam as mais belas poesias encomendadas por reis e rainhas, para serem declamadas em palácios onde os vícios eram cometidos com mais exageros e pompas.
Uns sucumbiram às paixões, outros ao tabaco, em sua maioria às bebidas, alguns renomados ao ópio. Mas cada grande artista teve seu exagero. Eram seus vícios, o combustível mais fino para suas inspirações. A pedra lapidada e glorificada, do lado mais sombrio de sua alma.
Mais alguém se glorifica por seus exageros?

cacau

Postado por Cacau |

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Desde domingo que não estava em casa, estava no que considero como uma segunda casa. Passamos dias legais, rimos, choramos, cantamos, dançamos e bebemos. Reatei laços que tinham sido quebrados, ri com novas pessoas e vi jovens engolindo o próprio orgulho em nome de um só, pois quando decidiram se unir tornaram-se um único ser.
Dancei músicas que nunca sonhei dançar, em ritmos nos quais sou desprezível. Quem me conhece sabe o quão desastrada sou e que evito ao máximo dois pra lá e dois pra cá. Mesmo assim acabei por me divertir. 
Enquanto lá estava eu dançando, rindo e bebendo um coquetel de variedades, a chuva caía sem a mínima piedade. Não me preocupei se a roupa estava molhada, se meu cabelo além de molhado estava bagunçado e se a maquiagem há muito tinha borrado.
Enquanto o ritmo fluía, a chuva caía, e o álcool dançava em minhas veias pude pensar claramente. Não posso e não irei me renegar a mim mesma, quem eu sou, por alguém que posso quem sabe gostar. Não posso mudar a mim mesma para tentar ser quem ele deve gostar. Não posso transferir meu foco para ele.
Estou a viver a mim e ao meu momento. E no exato presente, é só isso que importa.

cacau

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